Muito prazer: Sônia Ferreira

A série de entrevistas “Muito prazer” trará artistas que direta ou indiretamente fazem parte da história do Quarteto em Cy, além de conversas com as próprias integrantes do grupo. A entrevista de estreia não poderia ser mais especial. Entrevistamos Sonia que, com alegria e bom humor, suas marcas registradas conta muitas história sobre essas quatro décadas no Quarteto em Cy.

 

Nome: Sonia Maria Romaguera Ferreira

Data de nascimento: 16 de junho de 1947

Cidade natal: Rio de Janeiro

 

Blog: Quando criança, que carreira pensava seguir?

Sonia: Ser pianista clássica.

 

Blog: Qual foi seu primeiro contato com a música?

Sonia: Quando criança ouvia-se muitos discos e rádio lá em casa. Aos 6 anos ganhei um pianinho de presente de meu pai e daí nunca mais o larguei.

 

Blog: A família influenciou nesse contato musical?

Sonia: Com certeza, pois meu pai sempre comprava as novidades musicais brasileiras e internacionais para ouvirmos e sempre íamos ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro assistir as temporadas de ballet e as orquestras.

Blog: Como você descobriu que possuía dom artístico?

Sonia: Ao ganhar o piano e ao me surpreender estar ouvindo sempre os programas com cantores e músicos na Rádio Nacional. Quando me foi proposta a matrícula no Conservatório, me apliquei para fazer o curso de piano e teoria musical.

 

Blog: Como foi o início de sua carreira?

Sonia: Em 1965, no Teatro Opinião, ao vencer um concurso de músicas para estudantes com o tema “Liberdade”. Cantei “Manhã de liberdade” de Marco Antonio Menezes e Nelson Lins de Barros, que foi primeiro lugar e me rendeu a gravação de um compacto e o convite para participar do próximo show do Grupo Opinião, “O samba pede passagem”.

 

Blog: Como e quando foi chamada a fazer parte do Quarteto em Cy?

Sonia: Em outubro de 1967 fui convidada por Cyva e o produtor musical Aloysio de Oliveira, que eram casados na época, para participar do grupo vocal Quarteto em Cy. Gravamos um disco, “Em Cy Maior”, com o grande sucesso “Samba do crioulo doido”, de Sérgio Porto. Fizemos o show do Crioulo Doido no Teatro Toneleros, no Rio de Janeiro, e por todo o Brasil com casas lotadas. Fomos a Buenos Aires fazer um show com Vinícius, Caymmi e Baden Powell no Teatro Gran Ópera e viajamos para Los Angeles onde fizemos TV, cantamos em eventos e temporada em Porto Rico.

 

Blog: Qual foi o momento mais marcante de sua carreira no Quarteto?

Sonia: Cantar ao lado do poeta Vinícius de Moraes, Caymmi, Baden Powell e de conhecer Tom Jobim e nos apresentarmos e gravarmos com ele também.

Quarteto em Cy e Tom Jobim, em 1994.

Blog: O que significa cantar para você?

Sonia: Poder expressar o que vai no fundo de minha alma e poder passar com o meu canto alegria, amor, enfim todo sentimento às outras pessoas que me ouvem.

 

Blog: A arte da música pode ser aprendida ou é um dom natural?

Sonia: O dom artístico existe, mas tem que ser vivenciado sempre e na Arte há que ter o principal, que é a verdadeira vocação para vivê-la e aprimorar sempre.

 

Blog: Quem deseja ser um cantor profissional por onde deve começar?

Sonia: Olha, acho que entra muito a sorte e a vontade do céu para estar no lugar certo e com as pessoas certas que procurou para ouvir o seu canto. Deve escolher um repertório de seu gosto e sair à luta, à procura das oportunidades que surjam como procurar por eventos, festivais, apresentação em bares, casas noturnas e, se possível, gravar um cd demo como cartão de visita. Se houver a vocação, é esperar a vontade do céu.

 

Blog: Quais são seus próximos projetos profissionais?

Sonia: MÚSICA, MÚSICA, MÚSICA!!! Quem sabe a gravação de um novo DVD do Quarteto em Cy . Ideias é que não faltam, mas atualmente o patrocínio é fundamental e dependemos dele para realizarmos todos nossos sonhos musicais.

 

 

Sonia em algumas palavras

 

Artistas que você admira: Todos os que superaram suas deficiências físicas para exercer a boa música como Ray Charles, Diane Schuur e Stevie Wonder. São geniais!!!!!

 

Dia mais feliz de sua carreira: Cantarmos no show em 1968, no Teatro Gran Ópera com Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi e Baden Powell. E nos anos 90 em Tóquio, no Japão.

 

Experiência profissional difícil:A perda da companheira de vocal Dorinha Tapajós que infelizmente não pode concluir a gravação do disco tributo a Gonzaguinha, Milton Nascimento, Ivan Lins e Caetano Veloso, em 82.

 

Música: Todas as de George Gerswhin, Michel Legrand e Tom Jobim.

 

Cantor: Dori Caymmi.

Nascimento do filho Pedro.

 

Cantora: Nana Caymmi.

 

Compositor: Tom Jobim.

 

Família: Pai: Augusto; Mãe: Célia; Irmão: Augusto Célio; Filho: Pedro (com o produtor musical Paulinho Albuquerque); Companheiro: Rodrigo Octávio.

Sonia e Rodrigo

 

Crenças: Criada no Catolicismo, sem fanatismos, meu guru é Jesus Cristo, mas respeito à crença de todos. Leio e ouço as palavras de Chico Xavier, por quem tenho profunda admiração.

 

Momentos de lazer: Com a família e a bicharada toda assistindo dvds, ouvindo cds, na praia e na montanha.

 

Hobby: Cuidar da bicharada, das plantas, plantar amigos, cozinhar, caminhar, ler e ouvir meus cds de autores e músicos preferidos.

 

Frase de que mais gosta: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” (Vinícius de Moraes)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s