Memórias e narrativas 1: “Mãos e vozes unidas, tirando da vida a lição”, por Igor Garcia

A série “Memórias e Narrativas” foi criada para trazer os amigos e fãs do Quarteto em Cy ao centro do Blog por meio de textos que resgatam de que forma o Quarteto em Cy entrou na vida de cada um e continua fazendo parte dela. Neste post publicamos o texto de Igor Garcia, amigo e responsável pelo site oficial do grupo www.quartetoemcy.com.br , que nos conta como a música do Quarteto transformou a sua vida.

 

 

“Mãos e vozes unidas, tirando da vida a lição”

Uma das mais gratas descobertas que fiz se chama harmonia vocal. Várias vozes se unindo, se mesclando com uma misteriosa precisão. Fui apresentado a esta mística ao mesmo tempo em que fui apresentado a Quarteto em Cy e MPB4 em disco-coletânea sobre a obra de Tom Jobim. Tantas vezes repeti a faixa na tentativa de entender o que acontecia com meus ouvidos, que se perdiam ao procurar seguir uma ou outra voz. As aulas de piano que tomei por alguns anos com Ivete Paiva definitivamente não me tornaram um virtuose no instrumento, mas foram de grande valia para tornar minha audição mais apurada. Ao começar a compreender harmonia, tive a convicção de que não há instrumento que se compare à voz, que vem de dentro não apenas do aparelho fonador, mas também, e principalmente, da alma. Se feminina, tanto melhor.

 

“Raiou, resplandeceu, iluminou”

Gal, Bethânia, Miúcha, Zizi, Nara, Nana. Nossas grandes cantoras são encantadoras por natureza. Ao saber deste encanto elevado à quarta potência, não pude resistir em mergulhar na obra do Quarteto em Cy. Isso já foi há cerca de seis anos. Até agora não voltei à tona. O primeiro disco que comprei, lembro bem, foi “Querelas do Brasil”; o segundo, “Em 1000 Kilohertz”. Daí para diante já não me recordo. Hoje, felizmente, conheço toda a obra do grupo, o que é um privilégio para poucos dada a não reedição de grande parte de sua discografia.

 

 

“Vai, sua vida é uma linda canção de amor”

Igor e Sônia

Tive a oportunidade de conhecer as quatro integrantes do Quarteto em Cy em show apresentado no SESC Pompeia – agora sem acento – em meados de 2005. À época, o site oficial do grupo não passava de um apanhado de efeitos gráficos, sem conteúdo algum. Montei, com meus poucos conhecimentos em HTML, um site para o grupo, esforçando-me para que estivesse à altura da grandiosidade do Quarteto em Cy. Daí surgiu o approach com Cynara, cantora e empresária do quarteto. No teatro, diante do palco, anestesiei-me. Lembro apenas de flashes, fragmentos de memória. Meu nome citado no “Samba da Bênção”. Um baque imenso ao ver as cantoras de perto, ao falar com elas. Foi num sábado. No domingo repetiram o show e novamente compareci. Foi real. As fotos, feitas com o celular, deixaram a desejar, mas os discos estão aqui de prova, autografados. Que ousadia a minha pedir para que assinassem todos eles! Mas assim elas o fizeram, e com muita dedicação e atenção.

 

 

“A vida é a arte do encontro”

O site que havia feito como mera homenagem ao grupo tornou-se oficial, com os devidos créditos para Inahiá Castro, que me convenceu por “A” mais “B” que eu não só podia como deveria assumir o domínio oficial. Os números de acesso subiram, os shows tornaram-se mais constantes e eu me orgulhando cada vez mais em fazer parte da história do Quarteto em Cy. Venho, desde então, acompanhando as passagens do grupo por São Paulo e estreitando os laços de amizade e irmandade com quem se junta à família, e mesmo introduzindo novos adeptos ao universo em Cy, como fez comigo Inahiá, a quem também passo a chamar de parceira em razão do convite que me fez para participar da biografia “As Meninas do Cy”, a ser editada em breve, para a qual contribuo com pesquisa sobre a obra do grupo. Realizo-me também com outro projeto, este solo: “O Lado B – A Produção Fonográfica Independente Brasileira”, originada a partir de minha monografia de pós-graduação, que igualmente será publicada em breve e sobre a qual gostaria de ter o prazer de lhes falar em detalhes em nova oportunidade.

 

 

“A vida é pra viver, a vida é pra levar”

Sônia, Cynara e a turma do Cy.

E aproveito o ensejo para finalizar este post com desejos de grandes bênçãos a todos, no melhor estilo “de Morais”: saravá, Bia Campos, que não vive em São Paulo, mas em Santos; saravá, Bárbara Ferreira, que não conheço, mas deve ser maneira; saravá, Ana Baiana, que a todos os orixás atazana; saravá, Aninha, açúcar em forma de garotinha; saravá, Inahiá. Precisou? É pra já; saravá em Cy, às quatro cantoras, eu não esqueci; saravá aos demais, com desejos de amor e de muita paz. Saravá!

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