Muito prazer: Célia Vaz

A cantora e violonista Célia Vaz é a nossa convidada para uma conversa especial sobre sua carreira, trajetória de vida e para nos contar como o seu caminho se cruzou com o do Quarteto em Cy. Leitura imperdível!

 

 

Blog: É com grande prazer que recebemos você por aqui, Célia Vaz. Iniciaremos nossa entrevista deixando você bastante à vontade para apresentar-se aos nossos leitores e fãs do Quarteto em Cy.

Célia Vaz: Sou arranjadora, violonista, cantora e compositora, e, apesar de tudo e de todos, vivo exclusivamente de Música desde o início da minha carreira,…e lá se vão 35 anos…

 

 

Blog: Ter sido “lançada” como artista por Dóris Monteiro é privilégio de poucos. Defina para nós como foi esse momento.

Célia Vaz: Foi no Festival Universitário (1968) que tive a minha “estreia” musical, e a Dóris defendeu lindamente minha música, com a voz, o timbre e o charme que ela tem. Foi muita honra e muita emoção.

 

Blog: Seu currículo contempla uma pluralidade de atividades ligadas à música: arranjadora, diretora, instrumentista, cantora e compositora. Qual delas é mais marcante em sua vida musical?

Célia Vaz: Adoro todas estas vertentes, mas tenho tido mais trabalho como arranjadora, por isso acho que os arranjos têm sido mais marcantes na minha vida profissional.

 

 

Blog: Você se considera uma artista completa?

Célia Vaz: Claro que não! Precisaria de mais umas cinco vidas para tanto, e mesmo assim…

 

 

Blog: Como foi ter trabalhado com Pat Metheny?

Célia Vaz: O Pat é um dos artistas mais completos que tive o privilégio de conhecer; sou totalmente apaixonada pelo trabalho dele; ter tido ele por perto em alguns trabalhos meus foi super importante, pois considero muito benéficas as influências vindas dessa aproximação.

 

 

Blog: Como foi, na década de 80, ter sido uma pessoa tão importante para a manutenção do grupo Quarteto em Cy?

Célia Vaz: Do meu ponto de vista, considero a influência do Quarteto em Cy na minha vida como peça fundamental da minha formação de arranjadora. Foram muitos anos de trabalho, convivendo e aprendendo com elas. Se, de alguma forma, colaborei com a vida musical do Quarteto,…que bom! Fico super feliz.

 

 

Blog: Na década de 90, você retornou para o Brasil, depois de bem sucedidas turnês no exterior e participou de trabalhos dos grupos Quarteto em Cy e MPB4. Conte-nos como foi fazer parte desses projetos.

Célia Vaz: São dois grupos vocais antológicos, o que significa uma responsabilidade participar do trabalho deles. Sempre procurei “somar”, respeitando a história musical que cada um tinha pra contar.

 

 

Blog: Seu trabalho é reconhecido fora do Brasil e você já trabalhou junto com grandes nomes da música, dentre eles Lisa Ono. Como você avalia estes tantos anos de dedicação à música?

Célia Vaz: Todos sabem que a vida do músico é difícil, instável, nem sempre com o devido reconhecimento; quando penso que

se eu tivesse seguido outra profissão, fosse qual fosse, provavelmente teria maior estabilidade financeira, imediatamente penso também que toda essa “folga financeira” seria gasta com o analista; por isso, sou muito feliz com a escolha que fiz.

 

 

Blog: O novo cenário da MPB preocupa ou satisfaz você?  

Célia Vaz, Quarteto em Cy e Zélia Duncan.

Célia Vaz: O que mais me preocupa não é o cenário musical, mas sim o mercado: só tocar nas rádios mediante pagamento de jabá é muito injusto; tocar nas casas noturnas e ter quase 50% do “couvert artístico” devorado pelo estabelecimento em questão é vergonhoso. De bons músicos e compositores o país está cheio, mas mostrar o trabalho como?

 

 

Blog: Como teve início sua relação com o Quarteto em Cy?

Célia Vaz: Logo que voltei de Boston onde fui estudar, tive a oportunidade de gravar na televisão um quadro onde eu regia uma Big Band, num arranjo e composição de minha autoria. A Cybele viu este programa e então elas vieram a mim.

 

 

Blog: Em todos estes anos de amizade e convivência com o Quarteto em Cy, qual momento marcou definitivamente a Célia Vaz artista?

Célia Vaz: Muito difícil definir um momento apenas: o Quarteto em Cy simboliza MUITO para mim, como músico e como ser humano.

 

 

Blog: Para finalizar, Célia, queremos deixar o espaço aberto para você falar o que quiser. Fique à vontade!

Célia Vaz: Tomara que o Brasil aprenda, algum dia, a valorizar devidamente sua cultura, sua arte; acho que seríamos TODOS mais felizes. Viva o Quarteto em Cy!

 

 

 Célia Vaz em algumas palavras

Célia Vaz e Milton Nascimento

 

Uma interpretação: “Todo Sentimento”, do “Chico em Cy”.

 

Quarteto em Cy: “Antologia”, I e II.

 

Um sonho: …título da minha música com Tite de Lemos, gravada pelo Quarteto em Cy, com participação especial da Angélica.

 

Não me arrependo: de ter escolhido a Música como companheira de vida.

 

A arte musical: quando você leva as pessoas a lugares onde elas não iriam sozinhas.

 

Música popular brasileira: acredito.

 

Acredito em…: quem gosta e se emociona com a Música.

 

Uma alegria: Milton Nascimento.

 

Não gosto de…: R.A.P.

 

Encontro a felicidade…: nos sustenidos e nos bemóis.

 

Uma frase: “quando você acordar, virar para o lado e nada doer, virar para o outro e também não sentir dor, pensar que seus filhos estão tranqüilos e saudáveis,… isto é motivo para você ser muito feliz neste dia” (Gastão Vaz, meu pai)

 

Contatos: contato@celiavaz.com.br

                   www.celiavaz.com.br

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