Memórias e Narrativas 4: por Laís Rosal

Hoje recebemos uma jovem do Nordeste do Brasil que vem nos contar sobre suas memórias em Cy. Ela é Laís Rosal, uma recifense com sensibilidade aflorada que não poupa elogios a sua “menininhas” do Quarteto.

 

 

Laís Rosal e o Quarteto em Cy.

Olá, meu nome é Laís, tenho 22 anos, moro em Recife. Não lembro quando foi a primeira vez que ouvi uma música do Quarteto. Lembro que a primeira vez que me encantei para sempre foi quando ouvi o CD “Vinícius, a arte do encontro”, que meus pais compraram ao sair desse show. Fiquei arrasada por não ter ido também. E passei a ouvir o CD tanto, que só não furou porque hipérboles nem sempre se concretizam.

Passei a conhecer as histórias e canções do Quarteto cada vez mais e descobri que Cybele, por exemplo, tinha dublado Branca de Neve. E que canções que já conhecia e gostava ficavam ainda mais bonitas nas vozes das “Menininhas”. Percebi, então, que elas faziam parte da minha vida muito antes do que eu pensava.

Quando eu tinha uns 16 anos, conheci Cynara no orkut. Fiquei tão emocionada ao receber a primeira resposta dela!  Depois disso, de alguns papos via orkut e msn, nos conhecemos no camarim de um show que fizeram aqui em 2005, juntamente com o MPB4. Foi uma alegria tão boa, e pude sentir de pertinho a energia ótima que elas passam pelos CDs e DVDs.

Show do Quarteto aqui em Recife ultimamente tem sido uma raridade. O de 2005 foi o último. Felizmente, quando, em 2009, fui ao Rio, tive a alegria da coincidência de ter show delas na data em que estava lá. Eram dois shows: um de manhã e outro de tardezinha. Fui, com um bolo-de-rolo de presente a tiracolo, para o show da manhã. Cheguei lá e a decepção: estava lotado. Deixei o bolo-de-rolo no camarim e mandei um recado para Cynara, que me avisou para voltar à tarde.

Na volta, fui recebida com um abraço maravilhoso, que esquentava um pouquinho do frio que estava no Rio naqueles dias, e fiquei conversando com Rodrigo, marido de Soninha e meu conterrâneo, enquanto as ouvíamos passarem o som para o show. Uma delícia.

Um show lindo, lindo com canções de Tom Jobim e Dolores Duran que deixam qualquer um emocionado. Ao final, minha emoção maior: Cynara me agradeceu pelo bolo-de-rolo no palco e eu fiquei toda besta!

Ser fã do Quarteto é algo que dá orgulho, porque elas só têm coisas boas a nos oferecer. Pude conhecer, por exemplo, através da comunidade do grupo no Orkut, além de Cynara e Soninha, pessoas ótimas como Aninha, Inahiá e Bia. A internet nos oferece oportunidades maravilhosas como as que tive de conhecer quem admiramos e outros que passamos a admirar, e nos permitem espalhar esses (en)cantos por aí.

Em tempos em que artista nem sempre precisa ter talento para ser famoso e quase qualquer coisa que faz barulho é considerada música, um espaço como esse, que divulga a obra de um grupo extremamente importante para o Brasil, como é o Quarteto em Cy, precisa ser valorizado e mantido com carinho. Então, Saravá Quarteto em Cy!

Laís Rosal

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