Relato de viagem: “Pé na estrada”, por Sônia Ferreira

Arrumem as malas porque hoje vamos viajar com Soninha neste post “pé na estrada” em que ela nos conta algumas peripécias em Cy pelo mundo afora.

 

” Pé na Estrada”     

Em João Pessoa.

Uma das coisas mais gostosas na nossa cantoria por esse mundo afora é quando nos encontramos para mais um “pé na estrada”. O coração sempre bate mais forte quando colocamos o ”pé no jato” ou no ”vou de Van”. A começar pelo reencontro de todos ”para a missa” (isso quer dizer encontrar na porta de uma famosa igreja estrategicamente situada para a melhor saída do Rio para nosso destino na estrada). Pode ser também para o aeroporto (Tom Jobim, olha o maestro aí, paixão em Cy ou no Santos Dumont, o inventor do avião). Tudo isso seguindo a já distribuída Bíblia que é nosso roteiro de viagem. (horários de chegadas e partidas de hotéis, endereços dos mesmos, com telefones, para que não haja o famoso ”Esqueceram de mim – número 1, 2, 3, 4 …”). Viagens curtas, longas (como para o Japão), já percorremos meio mundo e temos se Deus quiser, muito mais a percorrer. Chegando ao destino programado e já instalados, partimos para o reconhecimento do local. Ta frio?; tá quente? O que vestir, o que comer? No sul, em geral, muito agasalho, no norte e nordeste, pouca roupa, mas com todo respeito, viu? Todos os lugares por que passamos nesses 47 anos de estrada tem seus encantos e foram devidamente curtidos. Lógico que nem todos se adaptam às situações locais de clima no momento, mas geralmente tem sempre uma novidade e o povo sempre caloroso conosco independente da temperatura do lugar. Do pequeno povoado à grande capital.

Praia em Natal.

Como são tantos lugares a descrever vou, no momento, me deter na viagem que fizemos com o nosso novo show ”Mundo Melhor”, ainda em 2011, a Natal e João Pessoa. Aliás, estamos retornando fim do mês agora de julho, à linda capital da Paraíba. Sempre ensolaradas, essas duas capitais brasileiras nos acolhem com todo o calor nordestino há muito e nos oferecem a beleza de suas praias e gostosuras da culinária típica. Eu, particularmente, quando chego (e se há tempo, é claro!) corro para a praia mais próxima ou então acordo cedinho e vou sentir a brisa do mar e o calor da água morninha do norte e nordeste brasileiros. Aqui no

Arte nordestina. Decoração do hall do hotel em Campina Grande, onde se hospedou o Quarteto em Cy.

sudeste geralmente a água é muito fria (porém não deixa de ser gostosa também). ”HORA DO ALMOÇO”. É O SEGUINTE: haja carne de sol, pirão de leite, jabá com jerimum, macaxeira, peixe na telha, na folha e o que mais vier, com pimenta, por favor! E os doces? Perdição total! Passa o doce de coco! Olha a ambrosia! (vou ter que desapertar a roupa do show… também quem manda ser gulosa. Na volta faço Vigilantes, agora entrego pra Deus). E os sucos? É cajá, mangaba, umbu, graviola e por aí afora. Café da manhã então… Olha a tapioca com queijo de coalho, bolo de aipim com coco, curau, canjica. Estou perdida! É melhor parar por aqui e partir para o mercado de artesanato mais próximo, barraquinhas de um colorido alucinante, as imagens, os santos, as redes, as rendas que brotam das mãos desse povo ”que é um pouco de uma raça, que não se entrega não!” (na letra de ”Isso aqui o que é ”, música de Ary Barroso, gravada pelo quarteto no CD ” Brasil em Cy”).

Monte Cabugi, viagem de volta à Natal: e um vulcão perdido no meio da paisagem.

De teatros antigos como o ”Alberto Maranhão” em Natal, onde  nos sentimos em casa, tamanho o número de vezes que nos apresentamos, ao novíssimo e restaurado  teatro de Mossoró, passamos ainda por Campina Grande e chegamos a João Pessoa sempre com aplauso e o carinho de todos. Na viagem de volta para Natal, pertinho de Assu, ainda no Rio Grande do Norte, descemos da van para fotografar em plena caatinga, o monte do Cabugi onde dorme, pasmem, um vulcão extinto. Isso é Brasil!!! Nas plateias e nos bastidores encontramos amigos novos e antigos, dividimos palcos, canções e emoções.

Término de temporada, jantar de despedida, arrumar as malas, as sacolas com as lembranças, as fotos, a Bíblia do dia seguinte… e mais um pé na estrada. Querido(a) CHEGUEI!!!!!

 

Por: Sônia Ferreira

Fotos: Arquivo pessoal da Sônia.

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