Relato de viagem: Diário de bordo – “Quarteto em Cy na Espanha (sob aprovação de sua majestade)”, por Sônia Ferreira

Mais uma vez estamos de malas prontas para viajar com a Soninha, que desta vez nos leva à terra de Miguel de Cervantes: Espanha. Sônia abriu o seu diário para nos contar o que aconteceu nessa viagem. Querem saber o que o Quarteto aprontou por lá? Venha conosco em mais esta aventura.

 

Diário de Sonia – julho de 1992.

Viajando com Maria Creuza, Carlos Lyra e os músicos Gilson Peranzetta (piano), Célia Vaz (violão e direção musical), Luís Alves (baixo acústico), João Cortez (bateria), Áurea Regina (flauta), Alfredo Randozynski (produtor).

Início: partida – 04 de julho / 1992

retorno – 18 de julho/ 1992

Quarteto e Carlos Lyra, 1992.

 

Saímos do Rio de Janeiro no dia 03 à noite. Passei o dia 02 ansiosa, na expectativa por ser a primeira vez na Europa.

Acordei e o dia era cinzento, uma chuva miudinha e pasmem 36ºC no RJ.

Na madrugada do dia 04, já no avião, acordei e observo o movimento dos passageiros. Lembrei que fui a última a entrar e quase perco o vôo, pois jantei no aeroporto e me distraí conversando com Sarita, minha cunhada, que foi me levar até lá.

Sônia e Cyva.

O vôo foi tranqüilo até Madri. Faz sol e um calor espanhol já nos recebe. Deixamos as malas no hotel e após um banho gostoso saímos para observar as redondezas. Estamos na hora da “siesta” e não se vê praticamente ninguém nas ruas. Madri é linda, arborizada, com prédios com sacadas coloridas de flores. A maioria dos restaurantes está fechada. Achamos um pequeno e aconchegante. O dono, super simpático, no oferece “tapas” como cortesia. As “tapas” são tira-gostos típicos, esclareço: presuntos, azeitonas, pastas, queijos, etc. Deliciosos! Frutos do mar, divinos! Degustamos uma refeição leve, “tortilla” (uma omelete típica recheada com batatas, tomates, pimentões) e saladas variadas. A partir das 16h as avenidas e ruas começam a encher de gente bonita, de patins, as lojas reabrem após a “siesta”. Fomos às comprar no “El Corte Inglés”, magazine super conhecido por lá.

Na volta para ao hotel nos perdemos no metrô, mas foi muito divertido. Retornamos exaustas, mas felizes por um 1º dia de descobertas.

Acordei cedo e faz um lindo dia de sol. Meu destino foi o Museu do Prado. A cidade de Madri respira arte. Fiquei fascinada com tanta beleza e me chamaram a atenção as obras de Velásquez e o Museu de Picasso, onde pude ver “Guernica” que ainda lá estava.

Nosso show foi um sucesso no Festival que contava com outros músicos latinos como Tito Puente, Célia Cruz (de Cuba) e Tetê Mantoliu (pianista de jazz), que tive o prazer de assistir e bater um papo em sue camarim após o show magnífico que apresentou.

Ainda estou acertando meu sono, pois durmo tarde e acordo cedo.

    Rumamos para o Cáceres já no dia 16 de ônibus. Fazia muito calor e apesar do conforto do ônibus chegamos exaustos, mas deslumbrados com a beleza da cidade medieval. Fomos recebidos pelo “alcalde” (prefeito), que era a cara do Miele (conhecido produtor musical brasileiro). Recebemos a chave da cidade e um belo livro. Nosso show foi numa “Plaza de Toros” e nosso camarim no lugar onde ficavam os toureiros, com uma pequena capela. Um lugar mágico, mas ao mesmo tempo percebia-se certa “tragédia” no ar. Acho que é muito sofrida a morte dos touros e sou a favor que acabem com as touradas, apesar da tradição. Felizmente na Catalunha isso já era e nenhum animal sofre mais. Novos tempos e abolição desse sofrimento. Nossa Bossa Nova foi só alegria e sucesso na arena onde tantos tombaram.

Dia 17 partimos para Badajós (já praticamente na fronteira com Portugal). Fazia muito calor, mas, mesmo assim, na parada para o almoço o Sr. Ramón, nosso simpático motorista nos indicou a “Sopa de Mariscos” e “Ternera ensopada”. Ambos pratos “calientes”, mas saborosíssimos e típicos. Para refrescar, uma “sangria” bem gelada.

Quarteto com músicos e amigos.

Nosso show foi ao ar livre em um parque belíssimo. Já estávamos chegando ao final da temporada. No hotel, de volta do show, nos reunimos para o jantar de despedida: tortilla, gaspacho (sopa fria, típica) e vinho.

Retornamos a Madri no dia seguinte, impregnados da magia de Badajós. Os músicos retornaram ao Brasil e nós tiramos uma semana de férias em Roma. Mas isso é uma outra estória. Valeu Espanha! Olé!

Por: Sônia Ferreira.

 

Sônia tomou nota em seu diário de duas receitas que aprendeu na Espanha. Postamos os originais de seu diário com as receitas de “Paella com Lagosta” e “Tapas variadas”. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las e deliciar-se com estas gostosuras espanholas.

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