“Vinícius, hoje e sempre!”, por Cynara

Na postagem anterior mostramos alguns videos com momentos do show “Como Dizia o Poeta” que o Quarteto e a Geogiana de Moraes estão apresentando para as comemorações do centenário de Vinícius. Agora é a vez de Cynara contar para a gente sobre a elaboração do roteiro, as ideias que o inspirou e tudo por trás desse show que tem comovido o público de todo o país. 

VINICIUS, HOJE E SEMPRE!

                                                                             Por CYNARA (Quarteto em Cy)

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Nós, as Cys, estamos empenhadíssimas em levar o nosso show “Como dizia o Poeta”, sobre a obra do Vinicius, neste ano do seu centenário, ao maior número possível de espaços brasileiros e, porque não dizer, fora do País também.

Demos o pontapé inicial, em 19 de outubro de 2012, fazendo duas apresentações no Memorial da América Latina, em S.Paulo, exatamente no dia em que o Vinicius completaria 99 anos, se vivo fosse.

Foi bastante emblemático o fato de estarmos iniciando as comemorações do centenário, antes mesmo que ele começasse a ser delineado. Falo isto porque sempre nos adiantamos em tudo, no que se refere a homenagens ao nosso padrinho amigo. Vinicius está presente em praticamente todos os nossos roteiros, desde sempre. É uma marca nossa.

Agora, com a nova oportunidade de falarmos dele, o que estamos fazendo não é somente enfileirar músicas de sucesso num roteiro previsível. Posso falar com propriedade, pois sou a idealizadora do novo roteiro, que traz um novo olhar à obra do Poeta, com um conteúdo de poesias, pequenas histórias contadas e músicas arranjadas especialmente para a ocasião.

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Georgiana de Moraes.

Não foi difícil, mas também não foi fácil elaborar esse roteiro. A princípio as ideias vinham e eram debatidas entre nós, para, logo depois, serem votadas e confirmadas. Acho importante ter esse diálogo com todo o Quarteto, pois sabemos exatamente o que é importante para todos. Digo todos porque o projeto inicial era, e ainda é, ter a Georgiana de Moraes (filha do Vinicius), como nossa parceira de palco, e também contar com a direção de Túlio Feliciano, nosso amigo que nos compreende e nos acompanha desde o “Cobra de Vidro”, de 1978.

As reuniões eram maravilhosas, sempre na casa da Georgiana, no Leblon, com o auxílio mais que providencial de Camilla Dias, nossa pianista que, incansavelmente, nos apoiou nos ensaios musicais, destrinchando partituras e fazendo playbacks para aproveitamento total de horas de ensaios.

Não posso deixar de falar de nossa banda, fiel escudeira, generosa e amiga: João Cortez na bateria, André Estrella no violão, João Mário e João Faria se revezando no baixo e Chico Faria no cavacolim que, em alguns shows, faz uma participação especial cantando conosco.

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Quarteto, Georgiana e banda.

Temos mais uma pessoa que nos dá o apoio imprescindível para que tudo se torne realidade, que é a nossa produtora Regina Oreiro. Ela é uma empreendedora, enquanto produtora, pois acha todas as brechas possíveis para levarmos o projeto adiante. E dá também suas opiniões certeiras.

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Exposição comemorativa pelo centenário de Vinícius, em Teresina. Um dos lugares onde o show “Como Dizia o Poeta” já passou.

Na verdade, este show carrega um ineditismo que trouxemos a partir de uma pesquisa minha, lembrando os shows que fizemos com Vinicius e Toquinho, nos anos 70, e que foram definitivos para amarrar nossa amizade, já consagrada, com o Vina. Foram passagens importantes da nossa convivência com ele, algumas muito felizes e outras menos, como a que presenciamos em Brasília, em 1974, quando o censuraram a partir de um poema falado durante o show. No poema Vinicius descrevia a tristeza de ver os três Pablos, Neruda, Casals e Picasso, falecerem e deixarem uma lacuna na arte mundial. Nesse momento cantamos uma canção de Violeta Parra que fala de perdas e que nos emociona demais.

Estas e outras passagens fazem parte do nosso show “Como dizia o Poeta”, que fazemos questão de contar para um público que, agora, mais do que nunca, se interessa pela vida e pela obra desse homem amoroso que marcou as nossas vidas para todo o sempre – Vinicius de Moraes.

Esperamos ainda poder levar este espetáculo para todas as plateias do Brasil, com alegria e esperança, como ele mesmo falava.

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Quarteto e a jornalista e biógrafa Inahiá Castro, autora do livro “As Meninas do Cy”, em Minas Gerais.

Fizemos S.Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Teresina e vamos para Florianópolis e S.Paulo novamente. Em outubro estaremos em Brasilia e Rio de Janeiro, terra do Poeta que, com certeza, verá o show com as devidas homenagens que o mês de outubro deverá repercutir. É o mês do centenário, dia 19 de outubro Vinicius faria seus 100 anos, um garoto ainda…

 

Fotos: arquivo pessoal de Cynara.

Aproveitanto o post, publicamos mais um momento especial do show que Cynara comenta: Quarteto e Georgiana interpretam o poema de Vinícius “Breve consideração à margem do ano assassino de 1973” e cantam música de Violeta Parra.

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